É claro que, nem que quisesse, eu conseguiria ler tudo o que se escreveu para as mães, ou sobre as mães, no dia de hoje. Mas, de tudo o que li, o que mais me tocou (já enviei pra minha mãe e meus filhos) foi o texto abaixo, extraído do blog de Denise Arcoverde:
“O que nós desejamos pras mães/mulheres brasileiras?
Deixando de lado as questões ideológicas (Dia das Mães é uma data comercial, detesto a sacralização da maternidade, a propaganda da Claro é asquerosa, a gente não tem que ser mãe pra ser completa, etc.), pensando rapidinho, vem à minha mente algumas coisas que eu desejo às mulheres com filhos ou não:
- que curtam esse dia com muita alegria e tranquilidade;
- que os filhotes se comportem bem e deem uma folga;
- que eles percebam que mãe não é perfeita, nem incansável, nem sagrada, nem infalível;
- que os companheiros compartilhem as delícias e agruras da p/maternidade com vocês;
- que não façam nada que não tem vontade, para agradar os outros;
- que vocês não esqueçam de vocês mesmas;
- que joguem toda a culpa do mundo num buraco sem fundo e deixem lá;
- que nunca mais uma idiota como a Gisele Bundchen declare que anorexia é culpa da mãe;
- que não acreditem que tem de se sacrificar pela família, porque a vida é curta e você tem de cuidar da sua também (I hate Claro);
- mas, por outro lado, que aproveitem cada minutinho com os filhos (porque, acreditem em quem já tá com o ninho vazio, essas fotos de aniversário, um dia, ainda vão dar uma saudade danada);
- que nenhuma mulher precisa morrer de parto ou por ter de fazer um aborto ilegal;
- que nenhuma mulher precise se sentir pressionada a ter filhos;
- ou a não ter filhos;
- que não seja reduzida a ser uma “mãezinha”, como insistem alguns profissionais de saúde;
- que sua sabedoria seja respeitada e levada em consideração com seriedade;
- que as avós tentem se meter menos nas suas decisões e deixem que as mães cometam todos os erros inevitáveis;
- mas que a sabedoria das avós seja respeitada, também;
- que sua saúde reprodutiva seja completa e totalmente responsabilidade dela e seu único e inalienável direito de decidir o que fazer com seu corpo;
- que as mães que perderam um filho consigam ter paz e harmonia, apesar da dor que sentem hoje e sempre;
- eu adorei ser mãe, mas desejo com toda força, que não ter filhos não seja, nunca, jamais, visto como um problema ou como se faltasse um pedaço. Existe vida, sim, e muito interessante, além da maternidade.“
Eu, Maristela, só acrescentaria duas coisas:
- que as mulheres (assim como os homens) consigam se educar mais, ter mais informação e transmitir menos preconceitos a seus filhos;
- que a licença-maternidade seja mais longa para todo o mundo – em benefício da mãe, mas, sobretudo, da criança e da sociedade.